Hoje, o jornal dizia que o advogado de Suzane Richthofen pediu que ela cumpra a pena em regime semi-aberto. Como já cumpriu um 1/6 da pena de 39 anos, ela já teria o direito de passar o dia fora da cadeia.
Vários exames foram feitos para analisar se a jovem pode ou não gozar deste benefício.
As pessoas colocam em seu coração um clamor especial quando o assassinato é de alguém da família. É como se pai e mãe não fossem humanos, mas sim seres sagrados.
E até são. Mas parto do princípio de que todo ser humano é sagrado para alguém, então cada um que é assassinado é o filho ou pai ou mãe de alguém, para o qual é sagrado.
Mas a violência já se tornou algo tão banal que só mesmo crimes com uma jovem que mata os pais é que faz as pessoas se indignarem.
Ontem, uma mulher andava na rua com seu bebê de um ano e um mês e foi morta por uma bala perdida em plena luz do dia. Cadê a revolta da sociedade?
Então, olhando esta jovem com cara de uma assassina qualquer e sendo crussificada como a única assassina da sociedade, fiquei me perguntando: A revolta não deveria ser pela morte de qualquer ser humano?




